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Além do trabalho realizado com maestria, elas driblam o preconceito e conciliam a dupla jornada de mãe como ninguém





“Essa aí não é pra nada”. É uma das frases direcionada as mulheres vigilantes, que na sua jornada de trabalho, encaram preconceitos e desafios para exercer a sua função. A realidade, porém, é bem diferente. Elas conciliam a casa, os filhos, as reuniões, problemas de escola e ainda impõe autoridade ambiente de trabalho. “As mulheres enfrentam bastante preconceito; muitos ‘malas’ encaram as vigilantes e ficam tirando ‘onda’. Mas eu sempre consegui tirar de letra” esclarece Lucicleide Lima, 37  Mulheres vigilantes impõe autoridade e conquistam mais espaço no mercado de trabalho Além do trabalho realizado com maestria, elas driblam o preconceito e conciliam a dupla jornada de mãe como ninguém anos, ao Bom Dia CONTRASP. Vigilante há oito anos, ela também é mãe e pai de cinco filhos. Lucicleide conta que uma vez bandidos chegaram em seu plantão e ela despistou eles rapidinho. “Eles perguntaram se podiam pegar preservativos e eu disse que sim, mas olharam e não pegaram nada. Me indagaram também se eu estava armada e eu menti. Disse que não. Então, foram embora. A intenção era pegar a arma ou fazer alguma coisa com ela”, conta. Segundo o departamento de Vigilância Feminina da empresa Brasil Segurança, o treinamento destinado para as mulheres da segurança privada é o mesmo realizado pelos homens. São ministradas aulas como defesa pessoal, armamento, tiro, primeiros socorros e combate a incêndios. Elas conquistam cada vez mais espaço no mercado de trabalho e desmistificam que o serviço é melhor exercido por homens. Mas ainda há muito para alcançar a igualdade de gênero. E é por isso que a CONTRASP defende a obrigatoriedade das empresas especializadas em vigilância em conter um percentual mínimo de 20% de mulheres em seu quadro de funcionários. Conquista para elas Neste ano elas venceram mais uma batalha. A Lei 13.271/16 foi sancionada e proíbe qualquer prática de revista íntima de funcionárias e clientes em locais de trabalho do sexo feminino. O descumprimento pode gerar R$20.000 de multa ao empregador, que serão revertidos aos órgãos de proteção dos direitos da mulher.